quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Olha o que o Peixe Gato pescou! Segunda parte


Peixe Gato estava triste. Percebeu que nem tudo são sonhos ou sorrisos. Sentou-se entre a raiva e a vingança e baixou os ombros. De repente levantou-se e concluiu que podia andar pela lua vezes sem conta e experenciar o mal e o bem. Talvez assim conseguisse viver na lua que pescou.

Com o passar do tempo viu que tudo muda. A raiva pode ser motivadora e transformar-se em acção; a tristeza pode se esgotar e ser alternada pela felicidade; o medo acarinhado transforma-se em amor...

Tudo roda na Lua, o que é, o que era e o que será. Peixe Gato percebeu que pode estar triste, mas que, ao passar pelos sorrisos das crianças que sonham, será invadido por felicidade.

A nós resta-nos saber continuar na nossa Lua, sabendo que existem sempre duas faces, uma boa e outra má. Temos de ir caminhando porque viver é isso, é caminhar entre as duas faces e aprender. Talvez um dia a Lua tenha só uma face!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Olha o que o Peixe Gato pescou!


Olha o que o peixe gato pescou! Pescou a lua! E ao pescar a lua concluíu que tinha pescado os sonhos! Os sonhos de todos os habitantes do Mundo!

Começou a percorrer a lua e viu que as crianças sonhavam com brinquedos, com um baloiço à beira mar, e com o vento a bater na cara! Mais à frente viu as mães a sonharem os sonhos dos filhos! Elas viam o que eles sorriam e como eram felizes com tanta simplicidade!

Viu um gatinho a sonhar com o seu prato de comida, pois ele lambia-se todo! Viu homens a sonhar com concretizações, idosos a sonhar os sonhos idos e viu muitos sorrisos.

Ao contornar a lua encontrou os pesadelos e quis acordar... Viu coisas muito feias. Conheceu a injustiça, a traição, o vazio e o medo... Queria fugir e não era capaz...

De repente o peixe gato percebeu que não estava a dormir, apenas tinha conhecido a condição humana...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Today’s news are tomorrow’s blues…


Sempre gostei desta frase. Faz-me lembrar que aquilo que é importante hoje pode não significar nada amanhã.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Vamos andando que se faz tarde!


Vim aqui dizer que vou Fazer. Comprometo-me a Ir.

Vou mexer dentro de mim com a colher de pau, como se de uma panela de sopa me tratasse. Vou desfazer os legumes que minam a minha base, fazer um belo puré e colocar legumes novos.

Venho aqui para dizer que vou intencionalmente Criar algo. Remexer na Vida, e fazer dela minha. Vou avançar, deixar de estar estagnada e à espera que Ela faça alguma coisa por mim.

Vou-me fazer a Ela, vou-me fazer à Vida!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

E crescer é o quê?


O que é crescer afinal? Sentimos na pele, mas como explicar? Hoje tive uma bela noção de como cresci nos últimos anos enquanto estava na praia. Chapéu-de-sol e na cabeça, protector de cara e de corpo, cadeirinha e muito lanche… Há pouco tempo atrás era só pegar na toalha e com o biquíni vestido, lá ia eu.

Concluí que ao crescer, o conforto ultrapassa o orgulho. O orgulho que tínhamos em fugir às regras, em não tem preocupações, em não ter cuidados excessivos connosco próprios. Passamos a dar mais importância em estar bem, em não terminar o dia com dor de cabeça porque não pusemos o chapéu, ou escaldados porque estivemos ao sol sem protector.

Não me considero careta, ainda tenho dias de praia com toalha e pouco mais. Mas apesar do cenário ser o mesmo, mudaram as percepções das ferramentas que nos trazem bem estar, que nos cuidam e que nos tratam. Antes lia deitada e doíam-me os cotovelos de estar assim tanto tempo, agora leio na cadeira de praia e o efeito é fabuloso, e até o bronzeado é mais uniforme.

Também não acho que seja sinal de envelhecimento precoce, afinal levo o ipod com a música mais recente…

sábado, 3 de julho de 2010

Fotografias



Gosto de fotografias. Transportam-nos para outros locais, fazem-nos Sentir. Despertam em nós sensações que achavámos que já não existiam. Por vezes podemos não gostar de fotografias, pelo sentido oposto. Fazem-nos sentir tristes. Vemos que fomos felizes e queremos um pouco disso no nosso presente.


As fotografias são o que de mais parecido temos com a máquina do tempo. Podemos voltar ao passado e reviver momentos importantes. Mas temos de ter cuidado porque podemos ficar presos nesse passado, e temos de estar atentos no agora. É bom relembrar e recordar através das fotos, mas temos de ter cuidado para não nos limitarmos ao "fui feliz". A reformulação passa pelo "então isto quer dizer que sou feliz, hoje".

domingo, 27 de junho de 2010

Solidão


Solidão, o estado do estar só;
Só, desacompanhado, afastado;

Então e quando nos sentimos sozinhos na multidão? Espacialmente estamos próximos, emocionalmente estamos sós, desacompanhados e afastados de todos. Às vezes porque o queremos, porque necessitamos do afastamento e do isolamento; noutras não temos escolha... Isolam-nos.

O problema é quando estamos próximos mas não queremos estar presentes; queremos atenção e escondemo-nos; estamos a postos, à escuta e tapamo-nos; Não sabemos o que queremos, o que é melhor para nós e estamos confusos. Devemos então estar sós para nos compreendermos? Devemos nos isolar para estar connosco, e a partir daí sararmo-nos para estar no colectivo? Ou poderá o colectivo nos curar? O que é melhor? Talvez deixar estas perguntas para trás e avançar sem as respostas, porque estar aqui sozinha a fazê-las faz-me estar parada... E só.